Arcos de la Frontera
Homenagem ao pueblo onde elegi viver agora
Há lugares onde nascemos.
E há lugares que escolhemos
como se fossem um segundo coração.
Arcos de la Frontera
foi assim para mim.
Não apenas um povoado branco
erguido sobre o silêncio das colinas,
mas um encontro inesperado
entre o destino
e a emoção.
Quando caminho pelas suas ruas estreitas,
sinto que cada esquina
guarda uma história
ainda por contar.
As casas brancas
não refletem apenas o sol da Andaluzia —
refletem também
a luz das pessoas.
Porque são as amizades
que transformam um lugar
em pertença.
Aqui encontrei olhares francos,
risos partilhados,
mesas onde o tempo se senta connosco
sem pressa de partir.
E percebo então
que um pueblo
não é apenas pedra,
nem apenas paisagem.
É o calor humano
que nos reconhece
antes mesmo de sabermos explicar
porque voltamos.
Arcos tornou-se assim
o meu pueblo de eleição.
Um lugar onde a emoção
ganha rosto,
onde as amizades crescem
como árvores antigas,
e onde o coração aprende
uma nova forma de casa.
Porque às vezes
não escolhemos um lugar.
É o lugar
que nos escolhe
para continuar a viver dentro de nós
Jorge Levi