Poema simples e estúpido
Escrevi um verso.
Depois outro.
E nenhum sabia
para onde ia.
A cadeira esperou.
A janela também.
O vento passou
sem levar ninguém.
O relógio repetiu
a mesma hora de sempre.
Eu repeti
o mesmo silêncio.
No fim,
havia muitas palavras.
E nenhuma
era suficiente.
Jorge Levi