JORGE LEVILeviarte · Bailarino · Coreógrafo · Realizador

Poema simples e estúpido

Escrevi um verso.
Depois outro.
E nenhum sabia
para onde ia.

A cadeira esperou.
A janela também.
O vento passou
sem levar ninguém.

O relógio repetiu
a mesma hora de sempre.
Eu repeti
o mesmo silêncio.

No fim,
havia muitas palavras.

E nenhuma
era suficiente.

Jorge Levi